Mas isso não deve te surpreender, né?

O site da revista Superinteressante publicou recentemente um estudo sobre o amor entre pessoas e cachorros que confirma o que todos nós já sabíamos: as pessoas em geral gostam mais de cachorros que de outras pessoas.

Ainda mais se o cachorro for filhote, de olhos bem grandes e brilhantes.

Psicólogos da Northeastern Universtity, em Boston, fizeram o seguinte para entender um pouco mais sobre o amor entre pessoas e cachorros: espalharam 4 notícias inventadas para 260 estudantes de graduação.

As 4 notícias se diferenciavam entre si por um detalhe muito interessante…. possuíam protagonistas diferentes. Eram eles uma pessoa adulta, na casa dos seus 30 anos, um bebezinho de cerca de 1 ano de idade, um cachorro recém-nascido, e um cachorro mais velhos, com cerca de 6 anos.

A história era a mesma para os 4. Todos eram encontrados gravemente feridos após serem espancados com um taco de beisebol. Olha só um trecho da notícia falsa:

“De acordo com testemunhas presentes, um ataque particularmente cruel envolveu um bebê de um ano de idade que foi golpeado com um taco de beisebol por um atacante desconhecido. Chegando ao local do crime alguns minutos após o ataque, um policial encontrou a vítima com uma perna quebrada, lacerações múltiplas e inconsciente. Ninguém foi preso.”

Após lerem, os voluntários deveriam indicar o grau de empatia que sentiram por cada uma das vítimas.

Sabe qual foi o resultado?

O bebê humano, o filhote, e o cão adulto despertaram mais piedade que o humano adulto,  e a comoção foi maior entre mulheres que entre homens.

A explicação para isso é simples: a violência parece menos justificável quando a vítima é um ser indefeso, como um bebê ou o cachorro.

Segundo os autores do estudo, a inspiração para realizar a pesquisa veio com um caso real, ocorrido no Arizona em 2014, quando um garoto de 4 anos foi atacado por um cão de grande porte, e precisou passar por delicadas cirurgias de reconstrução facial.

Uma campanha para ajudá-lo alcançou cerca de 500 seguidores no Facebook. Já uma página criada por ativistas para evitar que o cachorro responsável pelo ataque fosse sacrificado alcançou 40 mil pessoas em pouco mais de uma semana.

Já estão agendados novos testes com raças específicas e animais de outras espécies.

Superinteressante, não? 🙂

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ElevenChimps

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